O Governo angolano diz que vai introduzir com carácter de urgência, nas escolas (mesmo nas quais as salas de aula são debaixo de uma mangueira), o programa de prevenção rodoviária a partir da 5.ª e 6.ª classes, tendo em conta os mais de 1.500 mortos nas estradas, nos últimos cinco meses.
Esta medida foi analisada na reunião do Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito, liderada pela vice-Presidente de Angola, Esperança Costa, que serviu também para apreciação da revisão do projecto de lei do Código de Estrada.
Em declarações à imprensa, o ministro do Interior de Angola, Manuel Homem, disse que foram registados entre Setembro de 2025 e Fevereiro deste ano um total de 6.125 acidentes de viação, que provocaram 1.558 mortes.
Segundo o ministro, a elevada taxa de acidentes resulta, na maioria, de atropelamentos, anunciando o reforço dos mecanismos de controlo, abordagem e licenciamento de motociclos em todo o território nacional.
“Vamos aplicar com rigor a lei e os procedimentos de fiscalização rodoviária. Assistimos com alguma conivência a situações de motociclistas que transportam três a quatro ocupantes”, disse Manuel Homem, citado pela ANGOP, agência noticiosa do regime.
Por sua vez, o Comandante-geral da Polícia Nacional, Francisco Ribas, disse que a introdução do Programa de Prevenção Rodoviária nas escolas deverá abranger também a fase da iniciação, visando promover a educação rodoviária desde cedo.
“Acreditamos que será um passo importante, porque as crianças influenciam o comportamento dos pais no trânsito”, disse.


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